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quinta-feira, 25 de abril de 2019

Celebração de 45 anos de liberdade

Evocou-se ontem, na Biblioteca da ES/3 Dr.ª Maria Cândida, a revolta militar que há 45 anos nos devolveu a liberdade.
Num ambiente de grande informalidade, os participantes desta tertúlia foram recebidos por um staff muito jovem, que, à entrada, lhes ofereceu chá/café, acompanhado de um bolinho.
Começada a sessão evocativa, houve poemas, ditos pelo público, que recordaram o medo que se sentiu durante a ditadura salazarista e depois a alegria da revolução de abril.
Depois, Olinda Beja e Luís D’Almeida tomaram conta da noite, com palavras e melodias que nos mostraram que a opressão vivida até 1974 atravessou o oceano e irmanou, na resistência, portugueses e africanos.
A convite de Olinda, houve ainda a intervenção de elementos do público, que partilharam, com emoção, pequenas histórias.
A noite, como numa alegoria, esteve escura com a tempestade que grassava lá fora. Mas, no calor da biblioteca, irradiou uma luz que amanheceu em nós o amor pela liberdade.



segunda-feira, 22 de abril de 2019

25 de abril | 45 anos de liberdade, em tertúlia

No dia 24 de abril, pelas 20h30, na Biblioteca da ES/3 Dr.ª Maria Cândida, terá lugar uma tertúlia evocativa dos 45 anos do 25 de abril de 1974, em toada africana, pela mão de Olinda Beja e Luís D’Almeida.
A entrada no evento é livre e gratuita!
Contamos consigo!

Olinda Beja nasceu em Guadalupe, São Tomé e Príncipe. 
Ainda criança deixou as ilhas e passou a viver do outro lado do mar. Professora do Ensino Secundário em Portugal, de 1976 a 2005, e professora de Língua e Cultura Portuguesas e Lusófonas na Suiça, de 2005 a 2014, nunca esqueceu as suas raízes maternas, as suas histórias e as suas gentes, que a inspiraram a publicar cerca de uma vintena de livros.
Presentemente, divide o seu tempo entre a Beira Alta e Batepá, em São Tomé, onde vive numa casinha de madeira, herança materna.

Luís D’Almeida é o acompanhante musical de Olinda Beja.
A parceria com a narradora data de há muito, do tempo em que foi seu aluno.
A sua presença em palco traduz-se, por isso, num acompanhamento perfeito, cimentado na admiração, na cumplicidade e na amizade mútua.



sábado, 8 de outubro de 2016

Noite de ciência e magia

Celebra-se, em 2016, o Ano Internacional do Entendimento Global e os 500 anos da “Utopia”, de Thomas More.
Associando-se a estas comemorações, as Bibliotecas Escolares convidaram José Carlos Xavier, Filipe Monteiro, Ana Alves e Francisco Parada, para partilharem connosco as suas visões de ciência, de harmonia e de magia.
Ao cair da noite de 7 de outubro, afluiu à biblioteca da EB de Mira (apesar de à mesma hora jogar, em Aveiro, a seleção nacional de futebol!) um numeroso público, que, à medida que entrou, foi recebido por alunos do 6.ºB com um chá/café e biscoitos.
Um pouco mais tarde, Carlos Ferreira, em nome da Direção do Agrupamento, abriu oficialmente a tertúlia.
José Carlos Xavier, biólogo marinho, foi o primeiro orador da noite. Explicou como a investigação na Antártida é um símbolo do entendimento global entre países e detalhou, com exemplos concretos, objetos, imagens e pequenos filmes, as condições em que se trabalha e vive no continente gelado.
Filipe Monteiro, químico, escritor e ilusionista, foi o segundo interveniente. Começando por afirmar que a ciência se confunde muitas vezes com magia, pôs em prática alguns truques, alguns deles matemáticos, que deixaram boquiaberta a assistência.
Antes e depois destas intervenções de fundo, foram lidos excertos da “Utopia” e interpretadas canções por Ana Alves/Francisco Parada.
No final, e obedecendo ao espírito informal da tertúlia, o público conversou com os protagonistas do serão e pediu-lhes autógrafos nos seus livros.
Foi, mais uma vez, uma noite que guardaremos na nossa memória. Agradecemos sentidamente a todos os que a tornaram possível e em particular aos intervenientes, ao designer gráfico Valter Lopes, à Pastelaria Arcada, de Portomar, ao Intermarché, de Mira, e à Quinta das Bágeiras, de Fogueira, Sangalhos.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Vem aí a 10.ª tertúlia das Bibliotecas Escolares

No dia 7 de outubro, pelas 20h30, na Biblioteca da Escola Básica de Mira, terá lugar a 10.ªedição da tertúlia anual, com a temática Ciência e Magia.
Serão oradores José Carlos Xavier (biólogo marinho e investigador das Universidades de Coimbra e Cambridge) e Filipe Monteiro (escritor, ilusionista, químico e colaborador da Universidade de Aveiro).
Os momentos musicais estarão a cargo dos nossos alunos Ana Alves e Francisco Parada.
Não falte! A entrada no evento é livre e gratuita!





quarta-feira, 22 de abril de 2015

Evocação do Dia da Terra com uma tertúlia

A preocupação com a deterioração do Ambiente ditou que, desde 1970, o dia 22 de abril constituísse uma jornada de alerta e de compromisso na preservação da sustentabilidade da Terra.
Associando-se a este pacto, a equipa das Bibliotecas Escolares convidou, para a 9.ª edição da “Tertúlia Conversas ao Borralho”, oito personalidades que, em conjunto, apontassem soluções alternativas ao futuro ameaçado do planeta.
Aceitaram o desafio os professores doutores Jorge Paiva (Universidade de Coimbra) e Patrícia Sá (Universidade de Aveiro), os músicos Andreia Monteiro, Constança Monteiro, Daniel Mendes e Manuel Ribeiro, as narradoras Graça Boaventura e Sofia Souto Moniz, os quais conferiram à tertúlia - tradicionalmente muito informal - a profundidade e a reflexão que se impunha.
Num ambiente feérico, iluminado por velas, Graça Boaventura abriu a tertúlia, lendo excertos da Carta do Chefe índio Seattle ao Grande Chefe de Washington, o que desde logo deixou no ar uma frase - Tudo o que acontece à Terra acontece aos filhos da terra…
Seguiram-se Andreia Monteiro, no violino, Constança Monteiro, na flauta transversal, e Daniel Mendes, no saxofone, que interpretaram “Verdes são os campos” e “Milho verde”, de José Afonso.
Veio então um momento aguardado com emoção por alguns elementos do público, todos eles antigos alunos do orador – a intervenção de Jorge Paiva, subordinada ao tema A biodiversidade e a humanidade.
No seu decurso, o botânico, com mestria e energia, surpreendentes do alto dos seus 82 anos, avisou que só mantendo a diversidade das espécies, vegetais e animais, se pode garantir o equilíbrio ambiental.
Manuel Ribeiro interveio em seguida. Afagando a guitarra portuguesa, que construiu com as suas mãos, deu a ouvir “Verdes Anos”, de Carlos Paredes, e um medley de temas gandareses.
Depois, Patrícia Sá tomou a palavra, com uma interação muito participada pelo público em torno de “Educação e Sustentabilidade”. No espírito de todos, ficou presente que é possível inverter o fluxo das assimetrias mundiais, partilhando melhor os recursos e consumindo de uma forma mais responsável.
Para terminar, Sofia Souto Moniz, narrou o conto “O ngungo e a jiboia”, uma metáfora sobre a aprendizagem de novos comportamentos, em que o bem de todos se deve sobrepor ao bem-estar individual.
No final, e obedecendo ao espírito da tertúlia, nada foi comprado para oferecer aos convidados. As lembranças saíram da horta (a sopa e a salada de flores do jantar, o berço de couves) e do labor dos elementos BE (os sacos de cheiro foram feitos à mão e recheados com ervas aromáticas recolhidas nos bosques de Mira).
A tertúlia, no seu nono ano, foi de novo um acontecimento memorável o que leva a dizer… até para o ano!